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Uma Colcha de Retalhos
23 October 2008 @ 07:27 pm
O primeiro livro da série Twilight, na tradução brasileira Crepúsculo, da autora Stephenie Meyer, nos apresenta uma intrigante história de amor. Sim, porque o livro discute a misteriosa relação entre uma simples garota de dezessete anos e um vampiro. Os vampiros de Stephenie Meyer, entretanto, não são vampiros comuns. Não tem presas ou dentes afiados, não dormem em caixões e não morrem se atacados com uma estaca de madeira. Até mesmo podem sair no sol, apesar de que o efeito é no mínimo estranho: eles brilham. O que os vampiros da série trazem em comum com os vampiros tradicionais é a dieta (sangue, apesar de que não necessariamente sangue humano) e a imortalidade.

A história é contada pela personagem principal, Isabella Swan, ou simplesmente Bella. E é através da obsessão de Bella com Edward Cullen, um vampiro pertencente a uma família de vampiros vegetarianos, ou seja, que se alimentam de sangue animal somente, que nós somos levados a conhecer com Bella esse mundo estranho, cheio de criaturas assustadoras. Bella, porém, mesmo sendo humana, não é comum. Alguns vampiros tem habilidades especiais, como a capacidade de Edward de ler os pensamentos dos outros, mas tal habilidade não funciona com Bella.

É nesse cenário pouco provável que nasce o amor entre Bella e Edward, e com ele todos os problemas de uma relação entre vampiros e humanos. O sangue de Bella "canta" para Edward, ou seja, o cheiro do sangue dela é quase irresistível para ele. Mas o auto-controle de Edward acaba vencendo a batalha.

Apesar de todos os elementos do gênero fantasia, o livro Twilight é um romance, tendo seu foco no amor proibido e até mesmo perigoso de Edward e Bella. A fantasia é na realidade uma forma de se colocar os obstáculos necessários em toda grande história de amor. Prova disso é a grande quantidade de fanfics ALL HUMAN, ou seja, com todos os personagens sendo humanos. Os vampiros não são necessários para se caracterizar uma fic no universo de Twilight. O amor entre Edward e Bella sim.

O livro é um sucesso de vendas. Grande razão do sucesso são os personagens, que Stephenie Meyer cria como ninguém. Os personagens da série, sejam eles vampiros ou humanos, são extremamente carismáticos e conquistam o leitor à primeira vista. A série é composta de livros que possuem a característica de serem irresistíveis: quando se começa a lê-los, não há como parar.

Algumas revistas insistem em comparar Stephenie Meyer à JK Rowling, comparação desnecessária e superficial. Os livros são escritos de forma diferente, com focos diferentes. Fora o grande sucesso e o fato de virarem filmes, não há muito em comum entre as duas séries. São duas séries que conquistam seus leitores por seus próprios méritos, e a comparação só serve para generalizar algo que não deve ser generalizado.
 
 
Current Mood: happyhappy
Current Music: Sexy, Naughty, Bitchy - Tata Young
 
 
Uma Colcha de Retalhos
21 August 2007 @ 12:07 am
Para que um filme inspirado em uma das famílias mais malucas do mundo do desenho animado não desse certo, seria necessário que seus diretores e roteiristas fizessem muito esforço. Felizmente, não foi o que aconteceu com a versão longa metragem desse desenho. Claro, críticas ainda podem ser feitas, como o fato do filme ser curto demais (menos de duas horas) ou ainda em relação à dublagem, já que a voz de Homer Simpson nunca mais será a mesma após a mudança de seu dublador.

Ainda assim, o filme arranca boas gargalhadas da platéia. Os personagens secundários são, no filme, extremamente secundários. O foco está sobre a família Simpson, com atenção especial à relação pai e filho entre Homer e Bart. Lisa conhece o menino dos seus sonhos enquanto tenta salvar o lago de Springfield da poluição, a relação entre Homer e Marge fica abalada... e claro, há o Porco de estimação de Homer, que acaba ganhando todas as atenções.

Críticas políticas, ambientais e principalmente ao american way of life podem ser entendidass, como sempre, maquiadas pelas piadas e trapalhadas de Homer. Ah, e para quem agüentar até o final, há uma surpresa...
 
 
Current Mood: highhigh
 
 
Uma Colcha de Retalhos
O museu da Língua Portuguesa traz toda a trajetória da nossa língua, como ela foi se transformando no que é hoje, seus vários processos de transformação e suas várias misturas.

Mostrando as influências que cada cultura teve em nossa língua, dos portugueses que nos "descobriram" aos índios que por eles foram "descobertos", passando pela enorme influência das línguas africanas faladas pelos escravos, sem esquecer das línguas dos imigrantes e das várias palavras emprestadas, o museu, único em seu tipo, resgata a história da língua que hoje já é reconhecida como "português brasileiro".

No momento, há também uma exposição de Guimarães Rosa e toda a sua contribuição para a construção da língua portuguesa, principalmente com seus neologismos e seus jogos de palavras, que podem ser observados nessa exposição totalmente interativa, onde cordas são puxadas para que se possa ler trechos de suas grandes obras, ou é necessário utilizar um espelho para se decifrar a mensagem que se encontra dentro de barris d'água.
 
 
Current Location: São Paulo - SP
Current Mood: calmlegal
 
 
Uma Colcha de Retalhos
07 October 2006 @ 02:52 am
Filme sobre a recuperação de uma alcoolátra numa clínica de desintoxicação. Apesar de mostrar um pouco a luta de alguém para sair do vício, o filme acaba hollywoodizando demais em alguns pontos.

É difícil acreditar, por exemplo, que uma alcoolátra em recuperação iria realmente jogar fora a oportunidade de beber champagne no meio de seu tratamento. Por maior que fosse sua força de vontade em vencer o vício, é complicado acreditar que qualquer pessoa conseguisse tamanho gesto de maturidade naquele estágio específico.

Talvez por romantizar demais, talvez por ser comercial demais, o filme acaba passando uma imagem da doença alcoolismo (que sim, é doença) um pouco cor-de-rosa demais. Mas já traz à baila o assunto que é, muitas vezes, abafado pela sociedade, e por esse esforço já merece reconhecimento.
 
 
Current Location: aqui, lá... não importa.
Current Mood: curiousintrigada
 
 
Uma Colcha de Retalhos
07 October 2006 @ 02:32 am
O emprego dos seus sonhos e a chefe dos seus piores pesadelos. Essa é a base desse filme. Inspirado no livro de mesmo nome, que por sua vez foi inspirado pela editora de moda da revista Vogue, uma das revistas mais importantes (senão a mais importante) revista de moda do mundo.

Miranda Priestly é o próprio bicho ruim. Pelo menos, parece se esforçar para ser, especialmente no que diz respeito ao trato com aqueles que trabalham para ela.

Com a "sorte" de ter o emprego que milhares de garotas matariam para ter, Andrea é contratada para ser a assistente pessoal dessa criatura tão assustadora do mundo da moda. Detalhe: Andrea (ou Andy, como gosta de ser chamada), não entende bulhufas de moda, e pouco se importa com a roupa que veste de manhã.

Focando no conflito e na luta da jovem Andy para se manter no emprego, esse filme trata, em seu pano de fundo, de escolhas e de prioridades. Ao ser aos poucos tragada para o mundo da moda e das aparências, Andy descobre que nem tudo que parece, é. As aparências realmente enganam e estar na moda não necessariamente quer dizer só se importar com o superficial.

Mas, no final, Andy deve tomar a grande decisão: viver em busca de um objetivo maior, não se importando com os meios necessários para se chegar lá, ou então não desistir dos sonhos, mas encontrar meios de alcançá-los que não comprometam sua própria integridade.
 
 
Current Mood: pensivepensativa
 
 
 
Uma Colcha de Retalhos
20 July 2006 @ 05:43 pm
Stupid Girls
Letra:Collapse )
As meninas de hoje pensam que ser famosas é tudo, o máximo. Para isso, cada vez mais, fingem ser burras para conseguir atingir seu objetivo. Ao menos, é como a cantora Pink pensa que está acontecendo.

A ditadura da beleza e da sexualidade, há muito tempo, tomou a mídia e a cabeça das garotas. Aparentemente, ter dinheiro e ser famosa é tudo que se precisa para ser feliz. Esse tipo de pensamento já é, por si só, preocupante.

Chegamos a um ponto em que, para se conseguir a fama tão sonhada, é necessário se fingir de burra. Será que é mesmo assim?

Ao passo que alguém se rebaixa para deixar que outro se sinta superior, a pessoa rebaixada se elimina no processo, perdendo toda a sua individualidade. Não é mais ela mesma, única com suas idéias e opiniões, mas meramente um espelho das várias vontades alheias, sem nenhum tipo de relação com a essência que faz uma pessoa diferente da outra.
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Current Location: no canto esquerdo da tela.
Current Mood: scaredtriste
Current Music: Made In Japan - Pato Fu
 
 
Uma Colcha de Retalhos
20 July 2006 @ 01:10 am
Mais um livro adolescente para a lista. Pedro Bandeira, nesse livro, conta a história de Isabel, uma menina de 14 anos que se acha gorda, feia e horrorosa, é apaixonada por um primo mas, sabendo não ser correspondida, ajuda a mehor amiga (e namorada dele) a escrever-lhe cartas de amor. O problema é que o primo pede a mesma ajuda para Isabel, e ela fica escrevendo e respondendo suas próprias cartas.

Uma das coisas mais impressionantes nesse livro não é a aventura policial, mas como essa se desenrola como pano de fundo para o confito adolescente da personagem principal. As lutas com o espelho e a tumultuada luta consigo mesma que Isabel trava é um relato muitas vezes fiel das angústias pelas quais passa uma adolescente comum. E o fato de Isabe encontrar, eventualmente, a solução para seus problemas (ainda que não seja a que pensava estar procurando) traz esperança para quem muitas vezes acredita não haver luz no fim do túnel.
 
 
Current Location: lá.
Current Mood: sleepycom muito sono.
Current Music: Beija Eu - Marisa Monte
 
 
Uma Colcha de Retalhos
Um livro de Jorge Amado, conta a história de Quincas, que morre três vezes durante o livro: uma para a alta sociedade baiana, da qual fazia parte junto com sua família, uma para os seus novos amigos que são pessoas extremamente simples e comuns (e logo a razão pela qual seus familiares decidiram cortar todas as relações com ele) e a terceira, a verdadeira morte, a morte física, a morte morte.

É estranho observar como a primeira morte é a para a alta sociedade, quando Quincas, aparentemente cansado da falsidade e da necessidade de se viver para manter as aparências, vira-lhe as costas e sai a andar sem ter um tostão furado no bolso, decidido a ser feliz no pouco tempo que lhe resta.

A segunda morte é a morte racional, aquela que é possível se determinar o momento exato, com aparelhos e exames. Essa morte, que realmente é aquela que a maioria pensa ser a principal, é a menos importante na história. Inclusive, se são somente duas mortes as mencionadas no título, essa é aquela que fica de fora.

A terceira morte, a morte para os novos amigos de Quincas, que são seus companheiros de bebida, de malandragem, é quando finalmente parece para o leitor que a morte é definitiva. Talvex porque a morte de Quincas se torne definitiva, então, para aqueles que se dispuseram a conhecer o verdadeiro Quincas, e não permitiram que seus conceitos se projetassem sobre ele e assim escondessem a pessoa que Quincas realmente era.

O livro traz essas reflexões gerais e o senso de humor característico de Jorge Amado.
 
 
Current Location: com um pé lá e outro cá.
Current Mood: amusedrindo
Current Music: Unwell - Matchbox 20
 
 
Uma Colcha de Retalhos
20 July 2006 @ 12:27 am
Uma das teorias mais mencionadas dentro do fandom de HP é a teoria do Vôo Simbólico, cujo autor afirmava que o vôo no hipogrifo que os personagens Harry e Hermione no final do terceiro livro (Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban) simbolizava que os amigos teriam um envolvimento romântico.

Para sustentar a teoria, o autor observava que a autora, JK Rowling, usa em seus livros muitas referências de mitologia, e dentro dela, o hipogrifo é muitas vezes utilizado para simbolizar um amor eterno e impossível.

Também muitas vezes mencionada pelos shippers H/Hr é a frase que Rowling disse em uma de suas inúmeras entrevistas, em que ela menciona que os leitores devem ler nas entrelinhas.

Muitas vezes, ao observar alguns comentários dentro dos grupos de discussão virtuais, é inevitável ponderar que tal instrução é muitas vezes utilizada como desculpa para distorcer trechos e fazer uma interpretação extremamente extensiva de alguns trechos.
 
 
Current Location: quase lá.
Current Mood: ditzyhummm... ok!
Current Music: Chocolate com Pimenta
 
 
Uma Colcha de Retalhos
20 July 2006 @ 12:10 am
Criando um mundo de fantasia completa, com raças, línguas e alfabetos totalmente diferentes entre si, J.R.R. Tolkien se confirmou na história da literatura como um dos maiores escritores do gênero.

Seus personagens tomam vida, com motivos e emoções com os quais o leitor pode se identificar. A motivação dos vilões é também completamente compreensível, e a luta pelo poder sobre as outras raças é mais uma vez a faísca inicial para todo o problema.

Em "O Senhor dos Anéis", o herói nasce como nascem a maioria dos heróis: uma pessoa comum, sem nada de especial, que de repente recebe a inesperada notícia de que tem uma missão extremamente importante: a de salvar o mundo.

Apesar de, a princípio, parecer mais uma história entre várias, não se pode pensar isso dessa série de livros: com personagens muito bem desenvolvidos, histórias que realmente prendem a atenção e a respiração do leitor e muitas, muitas aventuras e mistérios de quebrar a cabeça, O Senhor dos Anéis é leitura obrigatória para qualquer fã do gênero aventura/fantasia.

Conhecer o modo de agir dos elfos, dos anões, dos homens e dos hobbits, suas diferentes filosofias de vida e perceber como todos se unem diante de um mesmo problema é, no mínimo, inspirador.
 
 
Current Location: logo ali, ó!
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